segunda-feira, 22 de junho de 2009

A difícil arte de se exercitar aos Domingos...

Qual das alternativas abaixo está correta?

a. Carrocinhadechurrosvia
b. Carrinhodebebêovia
c. Entregadordegelovia
d. Gentequeandaladoaladovia
e. Ciclovia

Se você respondeu letra E, MOVE THE MUDDAFUCKAOUTOFTHEWAY, byatch!

Às vezes eu penso em acoplar uma buzina de navio na bike.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Analfabetismo Funcional

- Alô?
- Boa tarde, sr. Antonio. Aqui é fulana da Net.
- Pois não?
- Recebemos sua última fatura de volta pelos correios. O senhor poderia confirmar seu endereço?
- Claro.
- E qual é?
- Como assim? Você não quer que eu confirme meu endereço?
- Sim, senhor.
- Então, me diz o endereço, e eu confirmo.
- Não, senhor... Preciso que o SENHOR confirme o endereço.
- Então. Pode dizer, e eu confirmo.
- Senhor, por motivos de segurança, não posso lhe dizer o endereço cadastrado. Por isso estou pedindo que o SENHOR confirme o endereço.
- Não. Você está querendo que eu INFORME o meu endereço. Se quer que eu CONFIRME, me diga VOCÊ o que está cadastrado, e eu CONFIRMO.

Silêncio desconfortável

- Senhor, assim não poderemos proceder com a sua solicitação.
- Minha solicitação de quê, cara-pálida? Quem me ligou foi você.


segunda-feira, 9 de março de 2009

Ressurgindo das cinzas

Taí. Resolvi usar esse meu senso crítico hiperbólico pra alguma coisa útil. Já não dizem que eu sou o terror dos garçons?

Pois agora chefs e gerentes, estremeçam! Vai ao ar o melhor guia para facilitar o trabalho dos fiscais da ANVISA já publicado!

http://queroconhecerasuacozinha.blogspot.com/

Arrumem suas panelas, esfreguem bem esse chão! Afinal, o próximo restaurante a ser visitado pode ser o SEU!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Muito PERU pra vocês!

Religiosamente, eu sou o que você poderia chamar de porra-nenhuma. Não fui batizado, babalorixado, circuncisado, vuduzado, nem... Well, nem porra-nenhuma.

Natal, pra mim, sempre foi só tempo de ganhar presente, ver os primos, comer demais na casa da vovó e fingir que era legal com todo mundo.

A verdade é que eu acho todo o processo um porre. Luzes piscantes, trilha sonora natalina na chamada em espera, pessoas se acotovelando nos shoppings, livros de ouro de toda sorte de serviçais... Ai, que saco!

Mas pra mim, o PIOR mesmo é ficar respondendo desejos de feliz natal de EVERY-FUCKING-BODY, como se eles REALMENTE se importassem.

Ok, dos seus amigos e família, ainda vai. Desejo de volta, afinal é como se fosse um "bom final de semana", e isso eu até que desejo sempre. E sei que meus amigos e família desejam coisas boas mesmo, então é até coerente. Obrigado a todos.

Mas o frentista me desejar Feliz-Natal-pra-você-e-sua-família-com-muita-paz-amor-felicidade-e-que-todos-meus-desejos-se-realizem-em-2009, eu já acho demais. Mas ok, se fosse só o frentista, uma vez na vida, passava. Mas é TODO-FUCKING-MUNDO!  No elevador, no bar, na loja, no taxi, na padaria, na esquina, na rua, na chuva, na fazenda...

Pior que você sabe que a pessoa está fazendo algum esforço pra ser legal. Mas não dá pra ser legal sempre, e eu agora adotei o simples "pra você também". Acreditem, já é um esforço.

Em breve, colo um adesivo "que Deus lhe dê em dobro tudo o que me desejas" nas costas e passo de antipático a atencioso em um walk away.

Bom, aos amigos e família, bom final de ano. Curtam as férias.

Aos demais... BACK OFF!


Menos um, and counting

Copacabana, 3 da tarde num dia de dezembro. Mais especificamente, ontem mesmo. O velho bordão CALORDAPORRA não poderia ser melhor aplicado do que em tal momento.

Saio do médico, onde havia ido investigar o insuportável zumbido no ouvido esquerdo que me atormenta há quase um mês - digno de um futuro post só pra ele - e ando até a esquina, para pegar um táxi.

Nisso, trimtrim, mensagem de texto. Saco o celular do bolso, abro o SMS e, como aqueles gadgets mensageiros high-tech de filmes como 007 ou missão impossível, o aparelho DESAPARECE da minha mão. Assim mesmo, PUFF! Passe de mágica.

Lumière fez muito bom uso do fato de nosso cérebro levar alguns milissegundos para processar uma imagem. Sentindo-me entre um frame e outro, levei esses milissegundos pra sacar que estava olhando pros meus dedos vazios, e não mais para um telefone celular. 

- Caralho, eu sou mágico! - Pensei, já imaginando as consequências disso em toda a sociedade, o sigilo que deveria acompanhar a descoberta, como eu encontraria outros mágicos de verdade pelo mundo e juntos salvaríamos a humanidade....

O segundo seguinte serviu para tirar o HEROES trip da minha cabeça e me fazer entender que a rápida imagem borrada e fora de foco que quase não vi passar na minha frente era um ladrão em uma bicicleta.

FDP! Ainda deu um sorrisinho?!? Ah, não... Tô gordo, mas eu eu pego. Saí em disparada atrás do cara, que se assustou com a minha reação e deu umas pedaladas mais fortes, meio deseajeitadas, Rodolfo Dantas abaixo.

- PEGA! PEGA! - gritava com sei-lá-que-fôlego, enquanto empreendia meu primeiro sprint em sei lá quantos anos, pelo meio da rua mesmo.

Um bom samaritano com o mesmo tipão do Sérgio Loroza (big, very very big) se meteu na frente do ladrão, facilitando minha chegada e, num duplo-trombadão-adiposo, o moleque voou da bicicleta, espatifando-se no asfalto.

- Perdi, perdi! Tá aqui, deixa eu ir! - implorou o descamisado e agora ralado meliante. Dando-lhe um senhor pisão no ombro com meus muitos quilos a mais, travei ele no chão, junto com o bom samaritano, e disse:

- Você perdeu foi o Natal, seu merda.

Minha vontade, naquele momento, era de enfiar o bico do sapato entre os dentes da frente do sujeito, como se não houvesse amanhã. Mas já tinha gente demais em volta e ia acabar dando merda... Vocês sabem, sempre tem alguém pra garantir os "direitos humanos" dos bandidos.

Logo atrás vinha uma viatura da PM, que conduziu o ladrão para a delegacia. Eu fui na viatura seguinte, e fiz questão de registrar ocorrência e vê-lo sendo preso. Na pior das hipóteses, ele passa o natal na cadeia e pensa duas vezes antes de roubar em véspera de feriado de novo. Se tudo der certo, é menos um ladrão pra afungentar nossos turistas este verão.

E, assim, já posso me dizer um legítimo carioca... Sim, eu já fui assaltado!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Paciente chega no consultório com indicação para tratar um canal. Senta-se, faço aquelas perguntinhas básicas, e dou o orçamento.

- Nossa. Tudo isso só pra enfiar aquelas agulhinhas dentro do dente?
- Claro que não. Enfiar as agulhinhas é de graça.

Breve cara de quem não tá entendendo.

- O que a senhora faz? - Eu pergunto.
- Sou advogada.
- E cobra o que cobra só pra digitar petições?
- Não... Pra planejar, saber o que digitar e acompanhar o processo.

Meu sorriso escroto que seguiu disse tudo. O cheque já até compensou.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Hijos de Puta Madre

Na falta de material recente, vou contar uma historinha que seria digna de primeira página do blog, se ele existisse há alguns anos atrás...

Verãozão, indo para Búzios. Não sei se era Réveillon ou Carnaval, mas era uma dessas roubadas que a gente curte mais o planejamento do que a execução. 

Não vou nem mencionar todo o perrengue da estrada, pois qualquer um que já tenha ido para Búzios em feriadão sabe como é. O bacana mesmo aconteceu já chegando na cidade, naquela estradinha que faz um desnecessário zigue-zague entre terrenos baldios.

Chegando no final de um retão, vejo uns dois carros parados, e uns sujeitos dos dois lados da estrada, esticando uma CORDINHA. Deu aquele medinho de assalto, mas achei eles "sorridentes e despojados" demais, e eles baixavam a cordinha pros carros passarem numa boa. Tipo um pedágio.

Chega a minha "vez", dois camaradas esticam a cordinha na minha frente e um terceiro vem sorridente na minha janela.
- Sim?
- Bom djia! É que Búúxios exxtá mutcho xxxxeia nexxe feriado, e exxtamos cobrando xxiiinco Reaixxx de pedááxxxio pra queiin quixxer vixxxitar - disse o Argentino portador de mullet.
- Como é?
- Xiiiim, xxiinco Reaixxx pra vixitar a xidade
Pausa.
- Você tem 5 segundos pra baixar essa cordinha, se não quiser que seus amigos percam os dedos.
Eu ainda estava contando mentalmente "dois" quando ele esboçou uma testa franzida. Foi a minha deixa para arrancar com o carro e arrastar a cordinha até Geribá. 

Torcendo para que estivesse coberta de pele porteña.